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Redação 17 de Janeiro, 2026
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Ex-presidente da UPB critica chapa puro-sangue do PT: “A soberba precede a queda”

Política
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Redação 17 de Janeiro, 2026

O ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho Tigre (PSD), fez duras críticas à possibilidade de formação de uma chapa puro-sangue do Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições de 2026 na Bahia. Em entrevista ao site Políticos do Sul da Bahia, o ex-dirigente afirmou que a disputa estadual será “dura” e alertou que não há espaço para soberba dentro do grupo governista.

Aliado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e filiado ao PSD, Quinho endossou declarações do senador Otto Alencar (PSD), que comparou a possível composição petista à chapa carlista de 2006, derrotada naquele ano por Jaques Wagner.

“Eu endosso a fala do senador Otto. Não é bom para a democracia a nível de estado. Tanto o senador Jaques Wagner quanto o ministro Rui Costa têm força política, têm recall, mas isso não credibiliza dizer que tem que ser tudo do PT”, afirmou.

Segundo Quinho, os partidos aliados precisam ser ouvidos, principalmente o PSD, legenda que atualmente possui 117 prefeitos na Bahia. Para ele, a tentativa de excluir aliados da majoritária pode gerar desgaste político.

“O senador Angelo Coronel tem o direito natural de disputar a reeleição, e isso precisa ser respeitado. Como o próprio senador Otto diz, a soberba precede a queda”, declarou.

O ex-presidente da UPB também rechaçou a ideia de que a eleição de 2026 será tranquila para o grupo governista. “A eleição se disputa no voto. Quem achar que será fácil, que será com o pé nas costas, está enganado. A eleição será dura em 2026, não se engane”, enfatizou.

Durante a entrevista, Quinho revelou ainda que manteve conversas políticas com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), embora tenha ressaltado que não há definição sobre mudança de grupo.

“Se houver qualquer decisão, os primeiros a saber serão os meus líderes. Uma eventual mudança não seria unilateral, pois envolve várias pessoas e impacta diretamente o estado”, afirmou, acrescentando que os diálogos ocorreram de forma pontual e sem posicionamento político firmado.

Quinho também comentou sobre o cenário ideal para a disputa ao Senado em 2026 e defendeu uma composição diferente da atualmente cogitada. Segundo ele, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, deveria ser o nome do grupo para uma das vagas, ao lado da reeleição de Angelo Coronel.

“O ex-governador Rui Costa se sacrificou pelo grupo em 2022, abriu mão de disputar o Senado e enfrentou uma eleição dura contra ACM Neto. No meu conceito, a chapa ideal seria Rui Costa senador e Angelo Coronel na reeleição”, avaliou.

Para Quinho, caberia ao senador Jaques Wagner, a quem classificou como principal liderança do grupo, um novo gesto político. “O grande líder se sacrifica nos momentos mais difíceis. Jaques Wagner tem condição de exercer qualquer ministério no governo Lula e contribuir de outra forma”, concluiu.