INSS abre processo contra 12 entidades por descontos ilegais em aposentadorias
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) abriu, nesta segunda-feira (5), processos administrativos de responsabilização contra 12 entidades acusadas de aplicar descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. As investigações fazem parte da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um esquema que movimentou cerca de R$ 2 bilhões em um ano.
Segundo o INSS, há indícios de que essas associações tenham efetuado filiações fraudulentas e cobrado mensalidades diretamente dos contracheques dos segurados, sem consentimento prévio. A prática é considerada grave e já resultou na demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Uma força-tarefa foi criada para apurar internamente o caso, com atuação em cinco capitais: Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e São Luís (MA). O prazo para conclusão das investigações é de seis meses.
Veja quais são as 12 entidades investigadas pelo INSS:
ASABASP – Associação de Suporte Assistencial e Beneficente para Aposentados Servidores e Pensionistas do Brasil
AAPEN (ex-ABSP) – Appn Benefícios
AAPPS Universo – Associação dos Aposentados e Pensionistas dos Regimes Geral da Previdência Social
AAPB – Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil
ASBRAPI – Associação Brasileira dos Aposentados Pensionistas e Idosos
CEBAP – Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas
UNASPUB – União Nacional de Auxílio aos Servidores Públicos
APBRASIL – Associação no Brasil de Aposentados e Pensionistas da Previdência Social
AMBEC – Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos
CBPA – Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura
CAAP – Caixa de Assistência aos Aposentados e Pensionistas
APDAP Prev (Acolher) – Associação de Proteção e Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas
As entidades são acusadas de usar brechas legais para acessar dados dos beneficiários e aplicar descontos automáticos, muitas vezes sem que os aposentados sequer soubessem que estavam associados.
O INSS informou que os casos mais graves podem resultar em proibição de atuar com consignações públicas, multas e responsabilizações civis e penais.