Jorge Messias desconfia de “traição” por parte de Wagner após rejeição no Senado
O advogado-geral da União, Jorge Messias, desconfia que pode ter sido “traído” pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), durante sessão que rejeitou seu nome para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações do colunista Igor Gadelha, do jornal Metrópoles, em conversas reservadas com aliados, o ministro demonstrou insatisfação com a atuação de Wagner durante a votação e o fato dele aparecer sorrindo no plenário.
De acordo com relatos de interlocutores, Messias teria chamado Wagner de “traíra” e defendido que o senador deixasse a liderança do governo. O nome de Messias foi rejeitado no plenário do Senado com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Aliados do ministro apontam que Wagner pode ter atuado em sintonia com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AL), considerado um dos principais articuladores da derrota. A leitura desse grupo é que haveria interesse em evitar o fortalecimento do ministro do STF André Mendonça.
Ainda segundo as fontes, Wagner teria indicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que o nome de Messias contaria com cerca de 45 votos favoráveis, número que não se confirmou na votação.
Já os interlocutores de Wagner negaram ao colunista qualquer tipo de articulação contrária ao indicado. Eles afirmam que o senador atuou para viabilizar a aprovação e atribuem a reação registrada após a votação a um momento de tensão.