“Justiça foi feita”, diz Maurício Trindade após demissão de servidores envolvidos em invasão à Câmara de Salvador
Vereador afirma que episódio foi ataque à democracia e diz que punição reforça respeito às instituições
O vereador Maurício Trindade (PP) afirmou que “a justiça foi feita” após a Prefeitura de Salvador demitir, ao fim de processo administrativo, três servidores envolvidos na invasão à Câmara Municipal de Salvador. O episódio terminou com agressões a parlamentares no Centro de Cultura da Casa.
Trindade, que foi um dos vereadores atingidos durante a confusão, classificou o caso como um grave ataque à democracia e disse que o ato foi “pior do que o 8 de Janeiro”, em referência aos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Segundo ele, a decisão administrativa representa uma resposta institucional proporcional à gravidade dos fatos.
“Naquele dia, o que vimos foi um ataque direto à democracia. Não foi um protesto pacífico. Houve invasão, agressão e tentativa de intimidação. A Câmara foi desrespeitada e os vereadores foram agredidos no exercício legítimo de seus mandatos”, declarou.
O parlamentar afirmou que os manifestantes ultrapassaram os limites ao invadir o prédio e avançar contra os vereadores.
“Eu fui agredido. Outros colegas também foram. Aquilo não pode ser tratado como algo normal dentro do ambiente democrático”, disse.
Trindade também ressaltou que o direito à manifestação não pode servir de justificativa para atos violentos.
“A democracia garante o direito ao protesto, mas não autoriza invasão, vandalismo ou agressão. Quando se parte para a violência, deixa de ser manifestação e passa a ser crime”, afirmou.
O vereador destacou ainda que a decisão da prefeitura reforça a importância de preservar as instituições.
“A punição mostra que há consequências para quem ataca o Estado Democrático de Direito. A Câmara representa a população de Salvador, e qualquer ataque à Casa é um ataque à própria cidade”, declarou.
À época, o episódio teve ampla repercussão, com imagens que mostraram o tumulto e o momento em que parlamentares foram cercados e hostilizados. Para Trindade, o caso deve servir de alerta.
“Não podemos permitir que a política seja feita na base da força. Divergência faz parte do processo democrático. A violência, não”.