Lula reavalia estratégias e composição da campanha para o segundo turno
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia mudanças na estratégia e na composição da campanha para o segundo turno das eleições, após terminar a primeira etapa da disputa atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
A reformulação foi discutida em uma reunião realizada na segunda-feira (5), em Brasília, que reuniu integrantes da campanha, lideranças políticas e apoiadores.
Entre as estratégias em análise está a ampliação da votação de Lula no Nordeste. Embora o petista tenha liderado na região, o desempenho ficou abaixo do registrado nas eleições de 2022 em estados como Bahia e Maranhão.
Outra frente é a tentativa de reduzir a abstenção e o número de votos brancos e nulos. No primeiro turno, 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas, enquanto cerca de 6 milhões de votos foram brancos ou nulos.
Debates e comparação com adversário
Lula também deverá participar dos debates presidenciais do segundo turno. O candidato não participou dos debates realizados durante o primeiro turno.
A campanha pretende ainda intensificar a comparação entre a trajetória política de Lula e a de Flávio Bolsonaro, além de buscar ampliar o apoio entre diferentes segmentos do eleitorado.
Mudanças na equipe
A composição da equipe de comunicação também está em discussão. Uma ala defende a substituição do publicitário Raul Rabelo pelo marqueteiro João Santana, que comandou campanhas presidenciais vitoriosas de Lula e Dilma Rousseff.
Outra corrente defende a manutenção de Rabelo e a entrada de Santana como reforço na equipe. Segundo informações divulgadas pela imprensa, emissários da campanha já teriam procurado o publicitário para avaliar sua participação no segundo turno.
Também são discutidas mudanças na Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). Entre as sugestões apresentadas por aliados está o nome do apresentador José Luiz Datena (PSB) para comandar a pasta. Datena disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo, mas não foi eleito.