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Redação 21 de Agosto, 2026
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Lula teria oferecido cargo a lobista que atuava em negócios com Lulinha, apontam mensagens

Política
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Redação 21 de Agosto, 2026

Diálogos obtidos pela PF e revelados pela Veja mostram Roberta Luchsinger relatando suposto acesso direto ao presidente e projetando ganhos de R$ 100 milhões

Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) e reveladas pela revista Veja mostram a lobista Roberta Luchsinger relatando ter acesso direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a integrantes do governo federal.

Em uma das conversas, de janeiro de 2024, Roberta afirmou que Lula teria oferecido a ela um cargo no governo, mas que recusou a proposta para continuar atuando em uma sociedade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Fernando Bittar.

“Fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar”, afirmou.

Segundo a investigação, os três mantinham negócios de intermediação junto ao governo. Em mensagens, Roberta também disse que Lulinha evitava exposição e só entrava nas negociações quando necessário. A PF, porém, aponta o filho do presidente como uma “referência decisória” nos projetos discutidos pelo grupo.

O inquérito investiga uma suposta atuação em favor da empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, no Ministério da Saúde. Roberta teria projetado ganhos de R$ 100 milhões com os negócios em 2024.

As conversas também mostram a lobista mencionando entregas de dinheiro em espécie e afirmando que administrava as finanças de Lulinha. Em janeiro de 2025, ela ainda teria dito que precisava “tirar o Fábio e família do país até junho”. Lulinha posteriormente se mudou para Madri, na Espanha.

As mensagens também citam a atuação de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete presidencial, para facilitar uma reunião do grupo com integrantes do Ministério da Saúde. Segundo a PF, Roberta teria pago R$ 217 mil em contas e boletos de Marcola e comprado joias avaliadas em R$ 9,2 mil. Ele não é investigado no inquérito até o momento.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, nega que o cliente tenha relação com negócios envolvendo a administração pública.