Meta admite falhas envolvendo campanha de Lula, mas nega favorecimento eleitoral
A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, negou nesta sexta-feira (16) que esteja favorecendo candidatos nas eleições de 2026. Em posicionamento divulgado após acusações de interferência política, a companhia reconheceu falhas em contas e ferramentas relacionadas à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas atribuiu os episódios a erros técnicos e de moderação.
Entre os casos citados, a empresa afirmou que a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano em 23 de setembro. Segundo a Meta, o anúncio foi classificado incorretamente como uma “possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes”. A companhia ressaltou que as páginas oficiais do presidente no Facebook e no Instagram não foram bloqueadas.
A empresa também explicou que um problema técnico afetou a contagem de visualizações de vídeos em mais de 100 países. Sobre a inteligência artificial Meta AI, que apresentou resultados diferentes em testes com referências aos candidatos, a companhia admitiu uma falha na identificação de nomes comuns associados a números eleitorais.
“Corrigimos essa lacuna no mesmo dia”, declarou.
Ao concluir o comunicado, a Meta rejeitou as acusações de favorecimento político e afirmou que segue as mesmas regras para todos os candidatos.
“Nenhum deles reflete direcionamento político. Nenhum reflete manipulação da distribuição. Nenhum reflete uma tentativa de influenciar a eleição”, concluiu a empresa.