‘Namorados’ de Jerônimo, Negromonte Jr. e Cajado deram contribuição para PP casar com UB
Apontados como dois dos mais interessados em uma volta do PP para o colo do PT, os deputados federais da Bahia Mário Negromonte Filho e Cláudio Cajado deram, cada um a seu modo, sua contribuição para que a federação entre sua legenda e o União Brasil saísse do papel.
A junção, que já é vista como um dos maiores movimentos políticos recentes, colocará o PP “casado” com o União Brasil por quatro anos, sepultando, assim, as chances de a legenda fechar com Jerônimo Rodrigues (PT), que pode ir para a reeleição se o PT não tiver medo de seu desgaste perante o eleitorado.
Negromonte Júnior é presidente da legenda na Bahia e membro da executiva nacional do partido. Ele foi ao encontro que sacramentou o início do processo para a federação, mas saiu antes do fim do encontro. À imprensa, porém, o deputado, que se autointitula “A Máquina”, mostrou descontentamento com a união.
“Eu e todos os demais deputados do PP temos um carinho e um respeito muito grande por Ciro. E é público e notório que tenho uma posição contra a federação com o União Brasil. Não preciso ficar repetindo isso. Então, não iria participar de uma reunião para confrontar o presidente do partido neste momento, quando nada foi decidido de fato”, afirmou, segundo o Política Livre.
Cajado, que é vice-presidente do PP, também esteve presente e saiu da sala antes que o movimento fosse finalizado — aprovado por unanimidade, diga-se de passagem.
Caso a federação entre PP e União Brasil se concretize, o grupo político será o maior da Câmara dos Deputados, com 109 parlamentares, ultrapassando o PL, de Jair Bolsonaro, atual maior bancada. No Senado, as bancadas do Progressistas e do União totalizam 13 senadores.
Nacionalmente, o grupo deve ser comandado pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP). Na Bahia, segundo o Informe Baiano, o comandante do grupo será o prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB).
