Nova pesquisa mostra Lula com 38% de desaprovação; 32% valiam como bom ou ótimo
Levantamento foi realizado após repercussão de caso envolvendo Flávio Bolsonaro e mostra redução na diferença entre rejeição e aprovação do governo federal
Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste sábado (23) mostra que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua numericamente superior à positiva, mas a distância entre os índices diminuiu em comparação com os últimos levantamentos.
Segundo a pesquisa, 38% dos entrevistados classificam a gestão como ruim ou péssima. Já 32% consideram o governo ótimo ou bom. Outros 28% avaliam a administração federal como regular, enquanto 1% não soube responder.
Na rodada anterior, divulgada no último dia 16 de maio, o índice de ruim ou péssimo era de 39%, enquanto a avaliação positiva marcava 30%.
Os números atuais mostram o seguinte cenário:
- Ruim ou péssimo: 38%
- Ótimo ou bom: 32%
- Regular: 28%
- Não sabem: 1%
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros. As entrevistas foram realizadas presencialmente nos dias 20 e 21 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Segundo o instituto, esta foi a primeira pesquisa realizada por eles após a repercussão do caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Entre os entrevistados que afirmaram conhecer o episódio, 64% avaliaram negativamente a conduta do parlamentar.
O Datafolha também simulou cenários eleitorais para 2026. Em uma projeção de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 31%. Já em um eventual segundo turno, o petista registra 47%, contra 43% do senador.
A pesquisa também mediu a aprovação pessoal do trabalho de Lula como presidente. Nesse recorte, houve empate técnico:
- Aprovam: 48%
- Desaprovam: 48%
- Não sabem ou não responderam: 3%
De acordo com o Datafolha, o pior momento da avaliação do governo neste mandato foi registrado em fevereiro de 2025, quando a aprovação caiu para 24% e a rejeição chegou a 41%.