Nunes Marques afirma não haver indícios de influência internacional no pleito
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, declarou neste domingo (4) que relatórios de inteligência não identificaram qualquer risco de interferência estrangeira nas eleições de 2026.
Durante coletiva de imprensa na sede do TSE, o ministro foi questionado sobre o fechamento de embaixadas e alertas de segurança emitidos por países como Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Irlanda e Alemanha. “Até o momento, nós não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou.
Segundo Nunes Marques, a cooperação entre o tribunal e as plataformas digitais foi decisiva para reduzir possíveis ameaças. “O trabalho conjunto, não só o plano de conformidade, mas a parceria e a dedicação que elas tiveram em se conformar à legislação brasileira afastou muitos dos problemas que poderíamos ter”, disse.
Contexto recente
- Na sexta-feira (2), os Estados Unidos fecharam embaixadas e consulados no Brasil, e a Austrália suspendeu atividades presenciais em Brasília.
- O PT pediu ao STF a abertura de inquérito para apurar possíveis episódios de influência estrangeira, incluindo suposto apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
- A Polícia Federal também informou não ter encontrado evidências de risco após investigar suspeitos de planejar ataques contra a embaixada dos EUA.
O ministro concluiu que, até o momento, não há elementos concretos que indiquem tentativa de interferência externa no processo eleitoral brasileiro.