Coronel não descarta sabotagem em avião que transportava ACM Neto e PF abre investigação
O incidente aéreo que obrigou o retorno de uma aeronave que transportava o pré-candidato ao governador da Bahia ACM Neto (UB), o senador Ângelo Coronel (Republicanos) e o pré-candidato ao Senado João Roma (PL),na última segunda-feira (8), passou a ser investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Federal.
O grupo seguia para uma agenda política em Brumado, no sudoeste da Bahia, quando o jato sofreu uma despressurização em pleno voo, obrigando o piloto a realizar um procedimento de emergência e retornar para Salvador. Também estavam na aeronave a deputada federal Roberta Roma (PL), o deputado estadual Nelson Leal (PP) e dois tripulantes.
Segundo Angelo Coronel, o episódio foi muito mais grave do que uma simples turbulência. O senador relatou que a aeronave despencou rapidamente após a perda de pressurização, provocando momentos de pânico entre os passageiros.
“Você está com 30 mil pés de altura. Depois cai repentinamente para em torno de 10 mil pés. Imagina a diferença, em uma velocidade grande, como se fosse um mergulho. Só restava orar e pedir a Deus”, afirmou.
O parlamentar disse ter comunicado oficialmente o caso ao Senado Federal e defendeu uma apuração completa das causas do incidente.
“Não quero ser irresponsável e dizer que houve sabotagem. Mas também não quero descartar nada. Tem que investigar tudo, até para saber se foi uma falha mecânica, humana ou algo provocado”, declarou.
João Roma também descreveu os momentos de tensão vividos durante o voo. Segundo ele, houve um forte estrondo na cabine, seguido pelo acionamento das máscaras de oxigênio e dos alarmes da aeronave.
“Houve um barulho muito forte, as máscaras caíram, começaram os alarmes e o avião deu uma guinada. A sensação foi realmente de horror. Foram cerca de três minutos de tensão extrema”, relatou.
O episódio também gerou reação após declarações do ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que comparou o ocorrido a outras situações enfrentadas em viagens aéreas. Coronel e Roma criticaram a fala, classificando-a como inadequada diante da gravidade do caso.
Enquanto as investigações avançam, o senador afirmou que passará a exigir um controle ainda mais rigoroso sobre as aeronaves utilizadas em viagens futuras. Já João Roma informou que retomou sua agenda normalmente e voltou a voar menos de 24 horas após o incidente.
A aeronave envolvida no caso é um jato bimotor modelo CJ-1, fabricado pela Cessna e fretado pela direção nacional do União Brasil. As causas da despressurização ainda serão esclarecidas pelas investigações conduzidas pelo Cenipa e pela Polícia Federal.