Prefeitos da Bahia pedem diálogo com órgãos de controle para conter alta de cachês no São João
O aumento dos cachês cobrados por artistas para as festas juninas levou prefeitos baianos a defenderem a abertura de diálogo com órgãos de controle como forma de estabelecer critérios mais para a contratação de atrações no São João deste ano. O tema foi debatido durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (20), na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
A preocupação dos gestores municipais é com o impacto da elevação dos custos sobre os orçamentos das prefeituras, especialmente nos municípios de menor porte. Além dos cachês artísticos, despesas com estrutura, como montagem de palco, sonorização, iluminação e serviços técnicos, também sofreram reajustes nos últimos anos.
Presidente da UPB e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB) destacou que a falta de parâmetros de referência tem dificultado o planejamento financeiro das cidades.
“Precisamos buscar uma reunião com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas dos Municípios e outros órgãos para alinhar esse entendimento. Talvez seja o momento de criar uma tabela para os municípios, principalmente os menores. Acho que está na hora de tabelar”, afirmou Wilson Cardoso.
A UPB informou que deve iniciar, nos próximos dias, a articulação de reuniões com o Ministério Público e o TCM para aprofundar a discussão. A proposta é buscar alternativas que garantam transparência nos gastos públicos e viabilidade financeira dos festejos, sem comprometer a realização do São João.