Soldado Prisco diz que liderança da Bahia em mortes violentas reflete fracasso da política de segurança
O ex-deputado estadual Soldado Prisco (PL) criticou a política de segurança pública do Governo da Bahia após a divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, publicada nesta quinta-feira (23). Para ele, os números confirmam o que classificou como um cenário de abandono da área pelo Estado.
De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 5.473 mortes violentas intencionais em 2025, o maior número do país, concentrando 13,4% de todos os casos contabilizados nacionalmente. O estado também foi o único a superar quatro mil ocorrências desse tipo e reúne cinco municípios entre os dez mais violentos do Brasil. Além disso, apresentou taxa de 36,8 mortes por 100 mil habitantes, a segunda maior do país.
Ao comentar os dados, Prisco afirmou que o cenário é consequência da falta de investimentos, de efetivo e de melhores condições de trabalho para os profissionais da segurança pública.
“Esses dados mostram o resultado de um governo que não trata a segurança pública como prioridade. Falta investimento, falta estrutura, falta efetivo e sobra descaso com os policiais que colocam a própria vida em risco todos os dias. Quando o Estado abandona quem combate o crime, quem ganha espaço são as facções criminosas”, afirmou.
O ex-parlamentar também defendeu maior valorização salarial para os policiais militares e questionou a remuneração da categoria.
“Quanto vale a vida? Será que o policial militar não merece valorização?”, declarou.
Ainda segundo Prisco, o governo estadual não demonstra disposição para mudar o atual cenário da violência. Para ele, é necessário ampliar os investimentos nas forças de segurança e oferecer melhores condições de atuação aos policiais.
“O mais grave é que o governo parece não querer mudar essa realidade. Ano após ano a Bahia aparece nos primeiros lugares da violência e nada muda. Os policiais continuam desvalorizados, sem as condições ideais de trabalho, enquanto a população vive com medo. É preciso investir na tropa, fortalecer as forças de segurança e fazer da segurança pública uma verdadeira prioridade, antes que mais vidas sejam perdidas”, concluiu.