Vereadora Marta Rodrigues repudia caso de assédio em metrô de Salvador: “É preciso ações concretas”
A vereadora Marta Rodrigues (PT) lamentou nesta terça-feira (12), o caso de importunação sexual registrado no metrô de Salvador, no último sábado (9), na Estação de Bom Juá. Ela defendeu rigor na investigação e punição dos responsáveis, além da implementação de medidas que garantam a segurança das mulheres no transporte público.
Autora do projeto de lei que cria o vagão exclusivo para mulheres no metrô da capital baiana, Marta ressaltou que o episódio evidencia a urgência de ações efetivas para combater o assédio e a violência de gênero.
“Além de políticas públicas que conscientizem, previnam e punam agressões, é preciso ações concretas. A luta contra o machismo e a misoginia precisa, também, de medidas que produzam resultados diretos na proteção das mulheres no transporte coletivo. Esse caso é mais um em milhares cotidianamente: situações de violência e assédio que fragilizam a dignidade e a liberdade de circular com segurança”, afirmou Rodrigues.
O projeto de lei, aprovado pela Câmara e sancionado pelo prefeito, aguarda implementação pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur) em parceria com a concessionária CCR Metrô, mas está suspenso temporariamente por decisão judicial. “Esperamos que, no tempo e no rito corretos, a Justiça avalie a proposta com a atenção que o tema requer, pois é um projeto que busca mudanças de paradigmas e melhorias na vida das mulheres”, afirmou.
Ela também citou experiências de outras cidades brasileiras e países que adotam políticas semelhantes, como o Rio de Janeiro, que tem vagões exclusivos desde 2006, e países como Japão e Índia, que mantêm composições reservadas para mulheres há décadas.
“Obviamente não substituem políticas estruturais, por isso a medida deve ser articulada a campanhas educativas, fiscalização efetiva e protocolos de acolhimento às vítimas”, afirmou.
Para Marta Rodrigues, a agenda precisa caminhar com ações imediatas de proteção e políticas de longo prazo para combater a cultura do assédio.
“Nossa prioridade é garantir que as mulheres circulem com segurança e que políticas públicas avancem com base em evidências e no respeito às garantias legais”, concluiu a vereadora.