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Redação 22 de Agosto, 2026
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Voto casado entre Lula e ACM Neto cresce, se consolida e preocupa base de Jerônimo na Bahia

Política
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Redação 22 de Agosto, 2026

O crescimento do chamado voto “LuNeto”, em que o eleitor escolhe Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente e ACM Neto (União Brasil) para governador da Bahia, preocupa a cúpula petista no estado. Segundo relatos internos, o movimento é considerado real, mais consolidado e maior do que em 2022, o que representa uma ameaça à reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT).

Os números de 2022 ajudam a dimensionar o fenômeno. No segundo turno da eleição passada, Lula chegou a 6.097.815 votos, e ACM Neto, a 4.007.023. Os resultados permitem afirmar que pelo menos 1,1 milhão de baianos necessariamente votaram nos dois – cerca de 30% do total de votos do ex-prefeito de Salvador. O contingente real pode ter sido ainda maior.

Uma pesquisa AtlasIntel/A Tarde realizada durante aquela campanha também mostrou a força do voto cruzado: entre os eleitores que declaravam apoio a Lula, 29% afirmavam que escolheriam ACM Neto para governador.

Nas eleições de 2026, diversas lideranças políticas, influenciadores e população em geral já se manifestaram a favor do voto “LuNeto”. O movimento tem ganhado corpo e já se consolidou nas redes sociais, com diversas manifestações que estão viralizando. A situação preocupa lideranças do PT da Bahia.

Judicialização

A preocupação petista aparece nas declarações públicas de integrantes do partido, que passaram a adotar estratégias para tentar conter o movimento cada vez mais crescente. Uma das estratégias é levar os casos à Justiça para remover conteúdos a favor do voto “LuNeto” e até para punir pessoas que declaram apoio ao presidente e ao ex-prefeito de Salvador.

Inclusive, chegou a circular um jingle feito por internautas que estimula o voto Lula-Neto. “Lula 13 lá, Neto 44 cá. Na Bahia é 44 e meu presidente é 13”, diz um trecho da música. O PT entrou na Justiça para impedir a veiculação do jingle.

Um dos alvos das ações judiciais é o ex-prefeito de Jacobina Tiago Dias (PCdoB), que tem utilizado suas redes sociais para declarar voto no atual presidente e no ex-prefeito de Salvador. Influenciadores também já foram alvo da ofensiva judicial do PT.

Voto de cabresto?

O deputado federal Arthur Maia (União Brasil) avaliou que, na eleição passada, cerca de 1,6 milhão de eleitores votaram em Lula e ACM Neto no segundo turno. Essa é a diferença, ele explica, entre a votação do presidente e do governador Jerônimo Rodrigues. Ou seja, este volume seria o que escolheu Lula para presidente, mas não Jerônimo para governador e acabou votando em Neto. “E hoje essa realidade se fortalece ainda mais”, declarou.

Ele ressaltou que irá votar para Ronaldo Caiado (PSD) para presidente e abominou a prática de perseguição contra eleitores adotada pelo PT. “Eu, por exemplo, votarei para Ronaldo Caiado, mas eu não tento impor a minha ideia. Presidente da República é um voto muito consolidado e individual na cabeça de cada um”, disse.

O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) classificou as ações judiciais do PT como uma afronta à democracia e ao livre direito ao voto. Segundo Azi, o episódio demonstra uma tentativa de intimidar adversários políticos e restringir direitos inerentes ao exercício da liberdade de manifestação.

“Chega a ser contraditório. Uma liderança política declara apoio ao presidente Lula para a Presidência da República e a ACM Neto para o Governo da Bahia e isso vira motivo de ação judicial. Quer dizer que nem o voto em Lula interessa quando a pessoa decide não seguir integralmente a cartilha do PT na Bahia? Parece que o partido quer impor aos cidadãos até em quem eles podem ou não votar”, criticou.

Comentários

Nas redes sociais, usuários lamentaram as ações judiciais do PT e reforçaram voto em Lula e Neto. Em comentários em publicações relacionados ao tema, eles reforçaram o apoio e destacaram que o voto é livre. “Chega de Jerônimo. É Lula e Acm”, afirmou um deles.

“Oh gente e a liberdade de expressão fica como, hein?”, questionou outra internauta. “NÃO pode CENSURAR”, apontou outra usuária do Instagram. Em diversos comentários, internautas ressaltaram que são livres para votar. “Nosso combo nossa regra”, escreveu outra.