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Redação 22 de Agosto, 2026
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Lobista diz que Lulinha marcou reunião de governador no Planalto e que Lula iria ‘liberar obra’

Política
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Redação 22 de Agosto, 2026

A lobista Roberta Luchsinger afirmou, em uma mensagem enviada a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia conseguido uma reunião do governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), com o governo federal. As informações foram encontradas no celular de Roberta durante as investigações da Polícia Federal.

De acordo com o conteúdo divulgado pelo jornal Estadão, o encontro teria relação com uma obra no estado que, conforme a mensagem, o presidente Lula iria “prosseguir com a liberação”. A conversa ocorreu em 22 de maio de 2024, quando Roberta enviou um áudio a Lulinha informando que Brandão seria recebido pelo então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. 

Roberta disse: 

“Ó, só pro cê saber. Brandão hoje vai lá no palácio, que seu pai falou que vai prosseguir com aquela liberação da obra dele. Aí o Marcola vai receber ele 16 horas. Eu já avisei o Brandão que você conseguiu a agenda, então se quiser falar com o governador, tá confirmado às 16h, fazer uma moral, tá?”.

A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo Roberta Luchsinger e Lulinha. Segundo os investigadores, a lobista teria intermediado a contratação, por órgãos ligados ao governo do Maranhão, de uma empresa de informática do empresário Cléber Ribas. Ela também atuava em favor do empresário junto ao governo federal.

Carlos Brandão negou relação com Roberta Luchsinger e afirmou que sua agenda não depende da articulação de terceiros. Ele disse que Lula “é um grande aliado do Maranhão, onde grandes obras estão sendo executadas a partir da parceria com o Governo Federal, em diversas áreas”.

A defesa de Cléber Ribas afirmou que Roberta foi contratada para serviços de assessoria relacionados à captação de clientes e identificação de oportunidades no setor de tecnologia. O governo federal não se manifestou sobre o caso. A defesa de Lulinha criticou o que classificou como vazamentos seletivos e afirmou que a divulgação das informações busca interferir no processo eleitoral.