Zé Cocá diz que promessas não cumpridas de Jerônimo motivaram permanência no grupo de ACM Neto
O prefeito de Jequié e pré-candidato ao governo da Bahia com ACM Neto, Zé Cocá (PP), afirmou que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), não cumpriu promessas feitas para o desenvolvimento do município e da região, o que motivou sua permanência no grupo do ex-prefeito de Salvador. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta sexta-feira (27).
Zé Cocá destacou que, apesar de manter uma relação respeitosa com o chefe do Executivo estadual, esperou a execução de obras estruturantes que não saíram do papel.
Ele reforçou que demandas consideradas estratégicas foram discutidas diretamente com o governador, mas não avançaram. Entre elas, a construção de um aeroporto regional, a implantação de um sistema de irrigação e a criação de um novo centro industrial.
“Jequié hoje precisa de novas avenidas, precisa de um aeroporto regional, precisa de um sistema grande de irrigação, precisa de um novo centro industrial. Nós conversamos sobre isso várias vezes, mas infelizmente essas coisas não aconteceram”, declarou.
Cocá também detalhou o potencial econômico de projetos não executados, como o sistema de irrigação que envolveria municípios da região, que pode chegar a gerar 20 mil empregos. Ele ressaltou que chegou a apresentar propostas e realizar visitas técnicas com o governo estadual, mas não houve concretização.
“Fomos fazer visita na área do sistema de irrigação, o governador sinalizou, mas não saiu. Ficou no ‘vai sair, vai vir’, mas não aconteceu”, pontuou.
Apesar das críticas, ele evitou ataques diretos à gestão estadual e reforçou que baseia sua avaliação em resultados práticos. “Eu não estou aqui desmerecendo ninguém, muito pelo contrário. Fui muito bem tratado. Mas eu acredito no que estou vendo. Eu preciso ver as coisas acontecerem”, afirmou.
Ao comentar a decisão de integrar o grupo político de ACM Neto, Zé Cocá disse ter encontrado mais confiança no projeto apresentado pelo ex-prefeito de Salvador.
“Quando eu estive com Neto, eu senti segurança. Eu fui muito franco com ele: ‘eu acredito em você, mas eu quero olhar no seu olho’. Eu sou do fio do bigode. Se o homem dá a palavra e não cumpre, ele está sendo mau caráter. Eu senti segurança nele”, declarou.
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