Clima
Min 24ºc - Max 31ºc Salvador
Calendário
segunda-feira, 11 de Maio, 2026
Redação 11 de Maio, 2026
Icone - Autor

Zema enfrenta dificuldade para crescer em Minas, aponta pesquisa, e é pressionado para desistência

Política
Icone - Autor
Redação 11 de Maio, 2026

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) tem intensificado viagens pelo país em busca de consolidar sua pré-candidatura à Presidência da República, mas enfrenta dificuldades para avançar nas pesquisas, inclusive em seu próprio estado, segundo levantamento da Quaest.

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, Zema aparece com 11% das intenções de voto no primeiro turno entre os eleitores mineiros, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), que soma 27%, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 32%.

O cenário contrasta com o desempenho do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que aparece com 31% das intenções de voto em seu estado, superando Lula e tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro.

Para o presidente do Novo em Minas, Christopher Laguna, Zema tem adotado postura mais crítica ao Supremo Tribunal Federal, o que, segundo ele, provoca resistência em parte do eleitorado.

“O Caiado não tem falado do STF. A gente está falando a verdade o tempo inteiro, isso incomoda, vai ter gente que não quer que fale”, afirmou.

Desconhecimento nacional

Além do desempenho abaixo do esperado em Minas Gerais, Zema também enfrenta dificuldades para ampliar o reconhecimento nacional. Segundo a Quaest, mais de 70% dos eleitores da Bahia, Pernambuco e Ceará afirmaram não conhecer o ex-governador mineiro.

O índice de desconhecimento também é elevado em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Segundo o cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes, a dificuldade de Zema em Minas representa hoje um dos principais obstáculos para sua candidatura.

“Para uma candidatura que tenta se apresentar como alternativa nacional, é muito difícil não demonstrar força expressiva no próprio Estado”, avaliou.

Polarização e desgaste

Felipe Nunes aponta que a situação de Zema é resultado de uma combinação entre desgaste de fim de gestão, dificuldade de transformar aprovação administrativa em voto e o cenário de polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Em um eventual segundo turno, porém, a pesquisa mostra Zema numericamente à frente de Lula em Minas: 38% contra 37%.

Enquanto tenta ampliar a visibilidade nacional, Zema também enfrenta dificuldades para impulsionar a candidatura do atual governador mineiro, Mateus Simões (PSD), que aparece entre 3% e 5% nas pesquisas para o governo estadual.

Nos bastidores, aliados do PL pressionam por uma possível desistência de Zema da disputa presidencial em favor de Flávio Bolsonaro, como forma de fortalecer a direita em Minas Gerais.