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Redação 28 de Novembro, 2025
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Entidades médicas pedem à Anvisa suspensão de canetas emagrecedoras manipuladas

Saúde
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Redação 28 de Novembro, 2025

Organizações médicas encaminharam, nesta sexta-feira (28), uma carta aberta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitando a interrupção imediata da produção, venda, distribuição e prescrição de versões manipuladas de canetas utilizadas para emagrecimento.

O documento é assinado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, Sociedade Brasileira de Dermatologia, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e Associação Médica Brasileira. As entidades pleiteiam a adoção de uma medida sanitária preventiva em todo o território nacional, voltada especialmente a medicamentos para obesidade manipulados que contenham substâncias como tirzepatida, retatrutida e outros agonistas de incretinas.

Na avaliação das instituições, existe risco sanitário imediato diante da fabricação irregular desses produtos, da falta de controle de qualidade e da comercialização ilegal, muitas vezes em larga escala, com potencial para provocar danos graves à saúde. O alerta também menciona uma investigação da Polícia Federal que identificou um esquema organizado de produção e venda clandestina de canetas emagrecedoras, tendo como principal alvo o médico baiano Gabriel Almeida.

Segundo as entidades, o cenário revelado aponta para um problema de caráter estrutural, marcado por produção em grande escala sob a aparência de manipulação, obtenção ilícita de insumos sem procedência conhecida, uso de profissionais da área médica como influenciadores para fins comerciais, aplicação de “protocolos” como estratégia de venda e oferta de cursos que estimulam o uso de formulações irregulares. Ainda são citados grupos em aplicativos de mensagens como canais ativos de comercialização, transmissões ao vivo com venda de produtos e ausência total de rastreabilidade.

As organizações médicas reforçam que essas versões não possuem registro sanitário adequado e tampouco apresentam comprovação de equivalência farmacêutica, controle de pureza, potência, esterilidade ou estabilidade, fatores considerados essenciais para garantir a segurança dos pacientes.