Mais de 1,3 mil casos suspeitos de arboviroses levam Alagoinhas a decretar emergência em saúde
A prefeitura de Alagoinhas decretou situação de emergência em saúde pública diante da alta nos registros de casos suspeitos de arboviroses. A medida foi oficializada na segunda-feira (4), por meio do Diário Oficial do Município.
De janeiro até 29 de abril, foram contabilizados 1.374 casos suspeitos de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti na cidade. No mesmo período, o município confirmou 65 casos de dengue, 129 de chikungunya e quatro de zika. Além disso, cerca de 650 notificações de dengue ainda aguardam diagnóstico definitivo. As informações são do g1.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, os bairros com maior número de registros são Jardim Petrolar, Centro e Teresópolis. O primeiro concentra mais de 20% das notificações de dengue e quase um quarto dos casos de chikungunya. Já o Centro aparece na sequência, enquanto Teresópolis também figura entre as áreas com maior incidência.
Conforme a Diretoria de Vigilância em Saúde, foram intensificadas ações de campo, com visitas domiciliares para eliminação de criadouros, com objetivo de conter o avanço. O município também solicitou ao governo estadual o reforço do fumacê nas regiões mais afetadas.
O Índice de Infestação Predial (IIP) médio está em 1,78%, nível considerado de alerta. Em locais como o Parque da Jaqueira, esse índice chega a 8,82%, indicando risco elevado de proliferação do mosquito.
O decreto tem validade inicial de 30 dias e permite a adoção de medidas emergenciais, como contratação de serviços, compra de insumos, campanhas educativas e entrada em imóveis para eliminação de focos.
A prefeitura orienta a população a evitar água parada e procurar atendimento médico em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo ou atrás dos olhos.