Bahia concentra cinco das dez cidades mais violentas do Brasil, aponta Anuário de Segurança Pública
A Bahia concentra cinco das dez cidades mais violentas do Brasil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O levantamento considera a taxa de mortes violentas intencionais por grupo de 100 mil habitantes registrada em 2025.
O Nordeste domina o ranking dos dez municípios mais violentos do país. Além das cinco cidades baianas, a lista reúne três municípios do Ceará, um de Pernambuco e um da Paraíba.
A liderança permanece com Maranguape (CE), que registrou taxa de 100,3 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, acima das 80 registradas no ano anterior.
Entre as cinco primeiras colocadas, três são da Bahia: Eunápolis ocupa a segunda posição, com taxa de 85,1; Porto Seguro aparece em quarto lugar, com 71,2; e Simões Filho fecha o top cinco, com 68,1 mortes violentas por 100 mil habitantes. Também figuram entre as dez primeiras Jequié e Juazeiro.
O estudo considera como mortes violentas intencionais os homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.
Bahia segue entre os estados mais violentos
No ranking estadual, o Amapá continua com a maior taxa de mortes violentas do Brasil, apesar de apresentar redução de 6% em relação ao levantamento anterior. O índice caiu de 45,2 para 42,5 mortes por 100 mil habitantes.
A Bahia permanece na segunda colocação entre os estados mais violentos, com queda de 10% na taxa, que passou de 40,7 para 36,8 mortes por 100 mil habitantes. O Ceará aparece em terceiro lugar, também com redução, saindo de 37,5 para 34,7.
Na outra ponta do ranking, Santa Catarina passou a ser o estado menos violento do país, com taxa de 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes, superando São Paulo, que registrou índice de 7,8.
De acordo com o Anuário, 19 estados e o Distrito Federal reduziram as taxas de mortes violentas em 2025, enquanto sete unidades da federação apresentaram aumento nos índices.