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Vittor Amorim 05 de Fevereiro, 2026
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Ciro Gomes critica tentativa de blindar o caso do Banco Master: “A democracia é uma grosseira mentira”

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Vittor Amorim 05 de Fevereiro, 2026

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) comentou nesta quinta-feira (5), às investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, e afirmou que o caso expõe uma ruptura no que chamou de “pacto” que domina o país. A declaração foi dada durante o evento SOS Bahia, realizado em Irecê, no norte do estado.

Ciro destacou que o escândalo representa uma “fratura rara” na estrutura que, segundo ele, sustenta o poder real no Brasil.

“Esse escândalo faz com que a nossa democracia seja uma grosseira mentira. A democracia brasileira é um protocolo superficial, mas o poder real do Brasil é uma associação entre cleptocratas, que é o governo dos ladrões, e plutocratas, que é o governo dos barões”, disse.

Promovido pela Fundação Índigo, o evento SOS Bahia reuniu lideranças políticas da oposição, entre elas o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o ex-governador Paulo Souto. O evento teve como tema “Caminhos para transformar a realidade do Semiárido baiano”.

O ex-ministro também questionou a relação entre Vorcaro e figuras do poder em Brasília, citando encontros do empresário com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Os barões se associaram com os ladrões e eles é que mandam e desmandam na vida real do Brasil. Eles que ditam o que está acontecendo no Brasil. O Vorcaro foi recebido três vezes pelo Lula sem anotar na agenda. Porque? Porque se o cara ia lá falar uma coisa séria, por que esconderam na agenda? Antes do escândalo”, afirmou Ciro.

Segundo o ex-ministro, o episódio revela que devido às gravidades das investigações pode levar a tentativas de acordo para encerrar o caso. “Normalmente eles andam juntos. E o silêncio, o constrangimento, a ameaça de qualquer um de nós abrir a boca, ser passivo de perseguição, é do fato real no Brasil. Dessa vez eles quebraram por dentro. que estão doido para achar um jeito de fazer um acordo. Nós precisamos vigiar para não deixar acontecer”, completou.

Com informações de Alexandre Galvão.