Exército envia estudo ao STF alegando ‘desvantagem física’ para justificar exclusão de mulheres em combate
A instituição enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um estudo detalhado sobre a suposta "desvantagem física"
Segundo o Jornal Folha de São Paulo, em resposta à pressão da Procuradoria-Geral da República (PGR) para inclusão de mulheres nas fileiras de Combate do Exército, a instituição enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um estudo detalhado sobre a suposta “desvantagem física” enfrentada pelo sexo feminino em atividades de combate. O documento, embasado em análises de forças armadas estrangeiras, revela que mulheres apresentam desempenho significativamente inferior em exercícios cruciais, como potência aeróbica, potência anaeróbica e força muscular geral.
De acordo com o estudo, as mulheres avaliadas demonstraram um desempenho médio entre 20% e 45% inferior em comparação com seus colegas masculinos nos cinco exercícios analisados, abrangendo desde a força muscular dos membros inferiores até a resistência aeróbica. Esses resultados, segundo o Exército, justificam a exclusão de mulheres das forças armadas, argumentando que a presença feminina poderia comprometer a eficácia operacional em situações de combate.
Por outro lado, a PGR insiste na inclusão das mulheres nas Forças, argumentando que não há base razoável e constitucional para justificar a restrição de sua participação nas corporações militares.