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Redação 14 de Maio, 2025
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Família do guia de turismo morto em operação policial em Caraíva diz que ele foi confundido com suspeito de tráfico

Segurança
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Redação 14 de Maio, 2025

Familiares do guia de turismo Victor Cerqueira Santos Santana, morto no último sábado (10), durante uma operação policial no distrito de Caraíva, em Porto Seguro, alegam que ele foi confundido com um criminoso procurado pela Justiça. Segundo a família, Victor não tinha envolvimento com o tráfico de drogas e pode ter sido morto por engano.

De acordo com os parentes, o guia era conhecido pelo apelido de “Vitinho”, o mesmo de João Vitor, apontado como segurança de traficantes na região e alvo de um mandado de prisão. O nome de João Vitor consta em investigações da Polícia, mas, segundo os familiares, ele segue em liberdade, enquanto Victor, que trabalhava com turismo, foi baleado e morreu.

A operação, realizada por agentes da Polícia Federal e da Polícia Militar da Bahia, tinha como objetivo capturar um suspeito identificado como “Alongado”, suposto líder de facção criminosa. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), houve confronto e dois homens foram atingidos, entre eles Victor, que foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. A versão é contestada pela mãe da vítima, Luzia Cerqueira, que afirma que o filho foi levado algemado diante de testemunhas e apareceu morto horas depois, com sinais de tortura. 

A certidão de óbito do guia de turismo aponta “politraumatismo toráxico, choque hemorrágico e projétil de arma de fogo” como causas da morte. A família afirma que havia marcas de algemas nos pulsos do jovem e arranhões nos joelhos, além do rosto desfigurado, o que reforçaria a suspeita de agressões.

Ainda segundo os parentes, câmeras de segurança foram desligadas pouco antes da operação, e agentes teriam recolhido imagens de estabelecimentos da área. Para os familiares, isso pode indicar tentativa de ocultação de provas.

A SSP-BA informou que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM, já a Polícia Federal ainda não se manifestou sobre o caso.