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Redação 15 de Setembro, 2026
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Grupo é alvo de operação por criar e negociar dívidas falsas em Salvador

Segurança
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Redação 15 de Setembro, 2026

Investigação aponta mais de mil documentos falsos e prejuízo superior a R$ 15 milhões

Uma investigação da Polícia Civil da Bahia identificou mais de mil duplicatas falsas usadas em um esquema de fraude financeira em Salvador. O grupo suspeito de criar e negociar os documentos é alvo da Operação Sem Lastro, deflagrada nesta terça-feira (15).

De acordo com a apuração, os títulos eram apresentados como se fossem dívidas legítimas de empresas que, na realidade, não haviam realizado as vendas ou prestado os serviços descritos nas duplicatas.

Os documentos eram negociados com fundos de investimento, que acreditavam estar adquirindo créditos verdadeiros. Ao todo, mais de 200 empresas aparecem nas duplicatas como responsáveis pelos pagamentos, embora não tivessem participado das operações comerciais indicadas.

O valor dos títulos falsos que chegaram a ser colocados em circulação ultrapassa R$ 32 milhões. Já o prejuízo financeiro confirmado pela investigação passa de R$ 15 milhões.

Como o esquema funcionava

Para manter as negociações em funcionamento, os investigados utilizavam recursos próprios para pagar algumas das duplicatas. A estratégia dava aparência de regularidade ao negócio e permitia que os títulos fossem renovados, possibilitando a obtenção de novos valores junto aos fundos de investimento.

Durante a operação, a Polícia Civil cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão. A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens móveis e imóveis dos investigados, avaliados em até R$ 15 milhões.

Segundo a polícia, a medida tem como objetivo evitar que o patrimônio seja transferido ou escondido e preservar recursos para um eventual ressarcimento das vítimas.

A Operação Sem Lastro é realizada pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM).