Quatro integrantes do Comando Vermelho morrem em operação na região de Arembepe
Ação policial mirou pontos usados como base logística da facção
Quatro integrantes da facção Comando Vermelho (CV) foram mortos em confronto com a polícia durante uma operação realizada nesta sexta-feira (13), nas localidades do Emissário de Arembepe e na Aldeia Hippie. Os dois locais eram usados como centros de armazenamento de armas e drogas e serviam de base para o comando da facção na região.
Batizada de Capitães da Areia, a operação mobilizou equipes da Polícia Civil, que também cumpriram 21 mandados de busca e apreensão e prenderam dois criminosos que estavam com mandados em aberto. Em um dos casos, houve uma tentativa de fuga com refém. Segundo a polícia, um dos alvos atirou contra os agentes, foi baleado e, na tentativa de escapar, fez uma mulher refém dentro de uma residência. A situação foi controlada após negociação da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), e o criminoso acabou se rendendo.
Além dos presos e mortos, foram apreendidos uma granada, dois revólveres, uma espingarda, três pistolas com seletor de rajada, carregadores alongados e em caracol, além de drogas, embalagens e equipamentos usados no tráfico.
De acordo com a Polícia Civil, investigações apontam que o Emissário de Arembepe e a Aldeia Hippie vinham sendo usados pelo CV como pontos estratégicos de apoio logístico, aproveitando-se do acesso restrito, da mata densa e do fluxo constante de moradores e turistas.
A facção também é investigada por crimes violentos ocorridos na região, como o assassinato dos irmãos percussionistas Gustavo Natividade, de 15 anos, e Daniel Natividade dos Santos, de 21, mortos em outubro de 2024 após aparecerem em uma foto com gesto associado a uma facção rival.
Outro homicídio atribuído ao grupo é o de Victor Guilherme Pereira de Souza, executado em abril deste ano por cerca de vinte homens armados, na região de Galo Assanhado, em Areias. O crime está ligado à disputa pelo controle do tráfico de drogas na região.
A operação foi coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela 4ª Delegacia de Homicídios de Camaçari (DH), com apoio de outras unidades da Polícia Civil.