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Redação 04 de Maio, 2026
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Vereador propõe botão de pânico em ônibus para reforçar segurança no transporte público de Salvador

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Redação 04 de Maio, 2026

Medida prevê acionamento silencioso da polícia em casos de risco dentro dos coletivos

Diante do aumento das preocupações com a segurança no transporte público, o vereador Marcelo Guimarães Neto apresentou uma proposta que prevê a instalação de botões de pânico nos ônibus de Salvador. A iniciativa busca ampliar a proteção de rodoviários e passageiros, além de garantir resposta rápida das forças de segurança.

A proposta surge como alternativa para enfrentar problemas recorrentes, como o “surf” nos coletivos, a evasão de tarifas e episódios de violência registrados dentro dos veículos. Segundo o parlamentar, essas situações têm colocado em risco a integridade de trabalhadores e usuários do sistema.

“A implantação de um sistema de alerta silencioso permitirá o acionamento imediato das forças de segurança, sem expor o trabalhador, garantindo mais proteção dentro dos coletivos”, afirmou.

Ele também destacou que o medo de represálias tem levado motoristas a evitarem qualquer tipo de intervenção. “Hoje, muitos motoristas evitam qualquer tipo de intervenção por medo de represálias, e isso evidencia a necessidade de mecanismos institucionais que ofereçam respaldo e segurança no exercício da função”, completou.

De acordo com a proposta, os ônibus passariam a contar com um dispositivo discreto, conectado a uma central de monitoramento e diretamente aos órgãos de segurança pública, como a Polícia Militar. Em situações de risco, o motorista poderia acionar o botão de forma silenciosa, permitindo uma resposta mais ágil, seja com o envio de viaturas ou interceptação do veículo.

O vereador ressaltou ainda que a tecnologia já é utilizada em outros sistemas de transporte urbano e em estabelecimentos comerciais, funcionando como ferramenta eficaz tanto na prevenção quanto na resposta a ocorrências. “Não se trata apenas de reagir a situações de violência, mas de inibir práticas que colocam em risco toda a coletividade. A presença desse tipo de mecanismo já representa, por si só, um fator de dissuasão”, pontuou.

A expectativa é que, caso implementada, a medida contribua para aumentar a segurança no transporte coletivo, preservar o patrimônio público e ampliar a sensação de proteção entre os usuários que utilizam diariamente o serviço na capital baiana.