Vereador propõe botão de pânico em ônibus para reforçar segurança no transporte público de Salvador
Medida prevê acionamento silencioso da polícia em casos de risco dentro dos coletivos
Diante do aumento das preocupações com a segurança no transporte público, o vereador Marcelo Guimarães Neto apresentou uma proposta que prevê a instalação de botões de pânico nos ônibus de Salvador. A iniciativa busca ampliar a proteção de rodoviários e passageiros, além de garantir resposta rápida das forças de segurança.
A proposta surge como alternativa para enfrentar problemas recorrentes, como o “surf” nos coletivos, a evasão de tarifas e episódios de violência registrados dentro dos veículos. Segundo o parlamentar, essas situações têm colocado em risco a integridade de trabalhadores e usuários do sistema.
“A implantação de um sistema de alerta silencioso permitirá o acionamento imediato das forças de segurança, sem expor o trabalhador, garantindo mais proteção dentro dos coletivos”, afirmou.
Ele também destacou que o medo de represálias tem levado motoristas a evitarem qualquer tipo de intervenção. “Hoje, muitos motoristas evitam qualquer tipo de intervenção por medo de represálias, e isso evidencia a necessidade de mecanismos institucionais que ofereçam respaldo e segurança no exercício da função”, completou.
De acordo com a proposta, os ônibus passariam a contar com um dispositivo discreto, conectado a uma central de monitoramento e diretamente aos órgãos de segurança pública, como a Polícia Militar. Em situações de risco, o motorista poderia acionar o botão de forma silenciosa, permitindo uma resposta mais ágil, seja com o envio de viaturas ou interceptação do veículo.
O vereador ressaltou ainda que a tecnologia já é utilizada em outros sistemas de transporte urbano e em estabelecimentos comerciais, funcionando como ferramenta eficaz tanto na prevenção quanto na resposta a ocorrências. “Não se trata apenas de reagir a situações de violência, mas de inibir práticas que colocam em risco toda a coletividade. A presença desse tipo de mecanismo já representa, por si só, um fator de dissuasão”, pontuou.
A expectativa é que, caso implementada, a medida contribua para aumentar a segurança no transporte coletivo, preservar o patrimônio público e ampliar a sensação de proteção entre os usuários que utilizam diariamente o serviço na capital baiana.