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Redação 25 de Abril, 2026
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Centro de Umbanda sofre ataque com símbolos nazistas e caso gera revolta

Bahia
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Redação 25 de Abril, 2026

Instituição de matriz africana foi alvo de pichação; Prefeitura e OAB repudiam ação criminosa e destacam intolerância religiosa

O Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, com quase 80 anos de atuação em Guanambi, no sudoeste da Bahia, foi alvo de um novo episódio de intolerância religiosa. A fachada do espaço amanheceu pichada com símbolos de apologia ao nazismo no último sábado (18). Fotos dos muros vandalizados foram divulgadas na quinta-feira (23).

Segundo o vice-presidente do terreiro, Joel das Neves da Silva, esta não é a primeira vez que o centro sofre ataques. Há cerca de um ano, o espaço vem sendo alvo de invasões e vandalismo, com registros de arrombamentos, destruição de imagens religiosas, rasgos em documentos e furtos de itens como velas e alimentos.

O episódio mais recente não envolveu invasão, mas gerou forte repercussão nas redes sociais. O advogado do centro, Eunadson Donato, informou que acionou a polícia para registrar a ocorrência. A Polícia Civil, no entanto, declarou não ter localizado registro formal do caso até o momento.

A utilização de símbolos nazistas é crime no Brasil, com pena que pode chegar a cinco anos de reclusão, conforme prevê a legislação.

Em nota, a Prefeitura de Guanambi repudiou o ataque e classificou o episódio como um ato de ódio, racismo e intolerância religiosa.

“Guanambi é uma cidade alicerçada nos valores do respeito, da diversidade cultural e religiosa, além da liberdade de crença. Atos de violência ou discriminação contra qualquer segmento religioso são inaceitáveis, pois agridem os direitos fundamentais e o convívio democrático que deve prevalecer em nossa sociedade”, afirmou a gestão.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção Guanambi, também se posicionou contra a ação criminosa. Em manifestação pública, a entidade destacou que o episódio representa uma violação dos direitos humanos fundamentais e reforça o histórico de discriminação enfrentado por religiões de matriz africana.

“Trata-se de uma violação direta aos direitos humanos fundamentais, em especial à liberdade de crença, à igualdade e à dignidade da pessoa humana, atingindo de forma especialmente sensível comunidades de matriz africana, historicamente marcadas por processos de discriminação e marginalização”, afirmou a OAB.