Um ano após fim do lixão, Itagi transforma área degradada em viveiro de mudas
O encerramento do antigo lixão de Itagi, no sudoeste da Bahia, completa um ano nesta semana, marcando uma mudança na gestão dos resíduos sólidos do município. A área, que por décadas recebeu o descarte irregular de lixo, hoje passa por recuperação ambiental e abriga um viveiro de mudas de espécies nativas e frutíferas.
A desativação do lixão foi oficializada pelo Decreto Municipal nº 245.1, de 28 de março de 2025. Desde então, os resíduos sólidos urbanos passaram a ser destinados a um aterro sanitário licenciado, enquanto a coleta seletiva passou a ser realizada pela Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Itagi (ACMRI) e pelo Instituto ITAECO.
Além da mudança na destinação dos resíduos, a antiga área degradada recebeu ações de recuperação, como o isolamento do terreno, a regeneração da vegetação e a implantação de um viveiro para produção de mudas, que deverão ser utilizadas em projetos de reflorestamento, arborização urbana e recuperação de áreas degradadas.
A iniciativa também representou uma mudança para os antigos catadores que atuavam no lixão. Com a implantação da coleta seletiva, eles passaram a integrar a associação responsável pelo serviço, receberam capacitação e passaram a atuar de forma organizada, com melhores condições de trabalho.