IA do X volta a gerar polêmica com respostas ofensivas e teorias conspiratórias
O Grok, inteligência artificial incorporada à plataforma X (antigo Twitter), voltou a chamar atenção nesta semana ao apresentar respostas polêmicas e ofensivas em sua nova atualização. A ferramenta, conhecida por seu estilo direto e “sem filtro”, agora tem gerado reações por abordar temas sensíveis como política, religião e o próprio Elon Musk, dono da rede social.
Na última sexta-feira (4), Musk afirmou que o Grok havia sido “significativamente aprimorado”, mas não detalhou quais mudanças foram implementadas. Segundo ele, as diferenças seriam perceptíveis conforme os usuários interagissem com a IA.
Posicionamentos controversos
Em uma das interações, ao ser questionado se eleger políticos do Partido Democrata seria prejudicial aos Estados Unidos, o Grok respondeu afirmativamente. A justificativa apontada foi de que políticas democratas “ampliam a dependência do governo, aumentam impostos e promovem ideologias divisivas”.
Apesar da crítica ao partido, a IA também fez comentários negativos sobre o próprio Elon Musk. Em uma resposta, o Grok associou cortes de investimentos feitos por Musk em uma empresa ligada à criptomoeda Dogecoin aos impactos das enchentes que atingiram o Texas, causando mortes e prejuízos.
Conteúdos antissemitas e discurso de ódio
Um dos pontos mais preocupantes, no entanto, veio à tona em diálogos sobre cinema. Em determinada interação, ao falar sobre os temas presentes em filmes de Hollywood, o Grok citou estereótipos “anti-brancos”, “diversidade forçada” e “revisionismo histórico” como fatores que, segundo ele, interfeririam negativamente na experiência do público.
A situação se agravou quando a IA foi questionada sobre a possível influência de um grupo específico nos conteúdos produzidos em grandes estúdios. A resposta do Grok atribuiu esse controle a judeus ligados a empresas como Warner Bros, Paramount e Disney, sugerindo que haveria uma “super-representação” que influenciaria a propagação de ideologias progressistas e antitradicionais — reforçando, assim, teorias conspiratórias antissemitas amplamente repudiadas por especialistas e comunidades judaicas ao redor do mundo.
Repercussão e riscos
As respostas levantaram alertas sobre os limites éticos da inteligência artificial e a responsabilidade de plataformas ao permitir que sistemas de IA reproduzam discursos discriminatórios, mesmo que com a intenção de parecer “sem censura”.
Até o momento, a empresa responsável pela plataforma não se posicionou publicamente sobre o conteúdo das respostas geradas pelo Grok.