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Redação 27 de Outubro, 2026
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Semob diz que operação de ônibus no segundo turno foi a mesma do primeiro e atribui atrasos a adesivaço

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Redação 27 de Outubro, 2026

A Secretaria Municipal de MobilidadeSecretaria Municipal de Mobilidade (Semob) afirmou que a operação de ônibus adotada em Salvador durante o segundo turno das eleições presidenciais foi exatamente a mesma utilizada no primeiro turno, realizado semanas antes sem registros significativos de problemas no transporte público.

Segundo o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, a programação foi definida antecipadamente, publicada no Diário Oficial do Município e comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

De acordo com o gestor, a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não exige a circulação de 100% da frota nos dias de votação, mas determina que seja garantida uma oferta de transporte compatível com a demanda de passageiros.

“A gente adotou a mesma operação que fizemos no primeiro turno, quando tivemos apenas duas reclamações”, afirmou o secretário.

A Prefeitura também destacou que Salvador registrou a maior redução da abstenção entre as capitais brasileiras. Segundo os dados apresentados, a capital baiana teve redução de 4,37 pontos percentuais, o que representou a participação de mais de 85 mil eleitores em comparação ao primeiro turno.

Semob aponta impacto de adesivaço

Pablo Souza afirmou que o principal fator que afetou a operação no segundo turno foi uma ação de apoiadores de um dos candidatos à Presidência da República, que realizaram um adesivaço em veículos do transporte público.

Segundo ele, a colocação de materiais de propaganda eleitoral nos ônibus provocou atrasos na saída dos coletivos das garagens durante as primeiras horas da manhã.

De acordo com o secretário, as empresas concessionárias iniciaram a retirada dos adesivos por entenderem que veículos públicos não podem ser utilizados para esse tipo de propaganda. Ao tomar conhecimento da situação, a Semob determinou que nenhum ônibus deixasse de circular em razão dos adesivos.

“O que houve de fato novo no segundo turno, diferente do que aconteceu em qualquer outra eleição, foi uma ação sistemática de apoiadores de um determinado candidato. Esses apoiadores fizeram um adesivaço e estavam buscando impedir que os ônibus saíssem sem propaganda eleitoral”, declarou.

O secretário reconheceu que houve impacto operacional nas primeiras horas do dia, mas afirmou que a situação foi gradualmente normalizada.

“Houve, sim, um impacto operacional relevante. É importante dizer isso com muita transparência e seriedade. O trabalho da secretaria foi buscar, até as 10 horas da manhã, normalizar essa situação e superar esse desentendimento”, acrescentou.

Dados de GPS serão enviados ao TRE

Como forma de comprovar a operação realizada no domingo de votação, a Semob informou que encaminhará ao TRE-BA os registros de GPS da frota.

Segundo Pablo Souza, todos os ônibus do sistema municipal possuem monitoramento em tempo integral, o que permitirá verificar os itinerários realizados, os horários de circulação e a quantidade de veículos em operação ao longo do dia.