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Redação 28 de Julho, 2026
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Após pedido de Moraes, Polícia Penal diz que “Débora do Batom” não violou tornozeleira

Justiça
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Redação 28 de Julho, 2026

A Polícia Penal de São Paulo informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, não descumpriu as medidas cautelares impostas durante o período em que está em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

De acordo com o órgão, as ocorrências registradas no sistema foram causadas exclusivamente por oscilações no sinal de GPS da tornozeleira eletrônica. Segundo o relatório, essas falhas são consideradas eventos técnicos e não representam, por si só, tentativa de fuga, fraude ou violação das determinações judiciais.

Segundo a colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles, o documento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes após o magistrado solicitar esclarecimentos sobre os registros de perda de sinal. A Polícia Penal também informou que não identificou falhas no equipamento nem necessidade de manutenção ou substituição da tornozeleira.

A defesa de Débora igualmente sustentou ao STF que os registros de “sem sinal” decorreram de instabilidades inerentes ao sistema de monitoramento eletrônico. Por esse motivo, o órgão afirmou que não expediu qualquer comunicação sobre eventual descumprimento das medidas cautelares.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Ela cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e ganhou notoriedade após pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, em frente ao STF.