Capitão Alden defende produtores de cacau da Bahia e critica falta de políticas do governo para o setor
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) se manifestou nas redes sociais nesta segunda-feira (26), em defesa dos produtores de cacau da Bahia e criticou o governo estadual pela ausência de políticas públicas voltadas ao setor.
Segundo o parlamentar, agricultores do sul do estado enfrentam dificuldades financeiras provocadas pelo aumento dos custos de produção e pela falta de ações efetivas do poder público. Alden afirmou que tem recebido relatos de produtores que dependem do cultivo do cacau para manter suas famílias no campo e que estariam próximos da falência.
De acordo com o deputado, gastos com máquinas, fertilizantes, energia, defensivos agrícolas, financiamentos e impostos cresceram nos últimos anos, enquanto o valor pago ao produtor não acompanhou esse cenário. Ele também criticou a importação de cacau de baixo custo, que, segundo ele, tem pressionado o mercado interno.
“Nos últimos dias, tenho recebido diversas manifestações de produtores de cacau do Sul da Bahia. Homens e mulheres que dependem da produção de cacau para sustentar suas famílias no campo enfrentam, hoje, dificuldades financeiras que os levam à beira da falência. A indústria, lamentavelmente, tem preferido importar cacau de baixo custo do exterior, o que exerce pressão sobre o preço do cacau brasileiro”, afirmou.
Em publicação, Alden destacou que parte do cacau importado tem origem em países da África Ocidental, responsáveis por mais de 60% da produção mundial, e citou denúncias de uso de trabalho infantil nessas lavouras, o que, na avaliação dele, gera concorrência desleal com os produtores brasileiros.
Além das questões econômicas, o parlamentar direcionou críticas ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT) pela falta de políticas de segurança pública no campo. Segundo Alden, há omissão do Estado diante de conflitos agrários e invasões de terras, o que agravaria a insegurança dos produtores rurais.
Por fim, o deputado afirmou que continuará levando o tema ao debate institucional e declarou que pretende discutir a situação do setor cacaueiro no Congresso Nacional e junto a ministérios.
“O produtor baiano não quer privilégio, ele quer justiça. O produtor quer competir em igualdade, sem ser esmagado por um sistema que premia quem explora, quem burla regras e quem desvaloriza o trabalho honesto. O cacau brasileiro não é problema, ele é parte da solução. Eu não vou me calar diante dessa injustiça. Vou levar essa luta para o Congresso, para os ministérios e para onde for preciso”, concluiu.