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Redação 14 de Setembro, 2026
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Contas da Bahia pioram na gestão Jerônimo e governo acumula déficit de R$ 7,3 bilhões

Política
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Redação 14 de Setembro, 2026

 

As contas públicas da Bahia apresentaram uma forte deterioração durante o governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Dados publicados nesta segunda-feira (14) pela Folha de S.Paulo mostram que o Estado saiu de uma situação de superávit para um déficit primário acumulado de R$ 7,3 bilhões nos três primeiros anos da atual gestão.

A mudança chama atenção principalmente pela comparação com o cenário encontrado por Jerônimo ao assumir o governo. No último ano da administração de Rui Costa (PT), em 2022, a Bahia registrou superávit primário de R$ 8,5 bilhões. Já entre 2023 e 2025, sob Jerônimo, o resultado acumulado ficou negativo em R$ 7,3 bilhões.

A piora também aparece quando são analisados os resultados anuais. Segundo os dados apresentados pela Folha, a Bahia registrou déficit primário de R$ 3,3 bilhões em 2025.

O quadro já havia chamado a atenção do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA). Ao analisar as contas de 2025, o órgão apontou uma situação fiscal que exige atenção, diante da combinação entre déficits, redução das reservas financeiras e aumento dos compromissos assumidos pelo Estado.

Outro indicador destacado é o dinheiro disponível no caixa do Poder Executivo. O chamado saldo livre, que era de R$ 6,6 bilhões em 2022, caiu para R$ 3 bilhões em 2023 e chegou a apenas R$ 900 milhões em 2025, segundo os números reproduzidos pela reportagem.

A deterioração fiscal ocorre em meio à ampliação dos investimentos estaduais. O volume investido passou de R$ 23,4 bilhões, no período de 2019 a 2022, para R$ 29,1 bilhões entre 2023 e 2026, em valores corrigidos. É justamente esse aumento que o governo utiliza como argumento para defender a atual política fiscal.

O problema é que parte dessa expansão acontece acompanhada pelo crescimento do endividamento. Desde que assumiu o Palácio de Ondina, Jerônimo tem recorrido sucessivamente à Assembleia Legislativa para obter autorização para novos empréstimos. A estratégia amplia a capacidade de investimento no curto prazo, mas aumenta os compromissos financeiros que precisarão ser pagos nos próximos anos.

A própria reportagem aponta que a Secretaria da Fazenda sustenta que a situação fiscal da Bahia permanece sólida, citando baixo endividamento e capacidade de pagamento. O governo também argumenta que a queda do saldo disponível está relacionada à utilização dos recursos para financiar investimentos.

Os números, porém, mostram uma mudança expressiva no comportamento das contas estaduais: Jerônimo recebeu um Estado com resultado primário positivo e bilhões disponíveis em caixa e, três anos depois, administra déficits sucessivos e uma reserva financeira significativamente menor.

De acordo com a Folha, o cenário coloca pressão sobre a capacidade do governo de manter o atual ritmo de gastos e investimentos sem ampliar ainda mais o endividamento, justamente às vésperas de uma eleição em que Jerônimo tenta permanecer no comando da Bahia.