CPI do INSS quebra sigilos fiscal e bancário de entidades suspeitas de fraudes
O esquema, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), pode ter gerado um prejuízo de até R$ 6,3 bilhões
A CPI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (11), a quebra dos sigilos fiscal e bancário de entidades e dirigentes investigados por suspeita de fraudes em descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.
O esquema, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), pode ter gerado um prejuízo de até R$ 6,3 bilhões.
Entre os alvos estão a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), que tem um irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre seus dirigentes. Também foram incluídas empresas que tiveram recursos bloqueados pela Advocacia-Geral da União (AGU).
De acordo com o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), os dados financeiros e fiscais deverão abranger o período entre a assinatura dos acordos de cooperação com o INSS e 2025. A expectativa é que as informações revelem evolução patrimonial suspeita e o volume real de contribuições recebidas.
As investigações apontam que entidades cobravam mensalidades sem autorização dos beneficiários e, em alguns casos, teriam forjado cadastros para validar os descontos. A CPI estabeleceu que apurações vão considerar fraudes ocorridas entre 2015 e 2025.