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Redação 23 de Junho, 2026
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Erika Hilton acusa PSOL de descumprir acordos: “Tentativa de asfixiar quem está na linha de frente”

Política
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Redação 23 de Junho, 2026

A deputada federal Erika Hilton afirmou nesta terça-feira (23), que o PSOL, partido a qual é filiada, descumpriu acordos internos sobre a distribuição de recursos partidários e comprometeu a política de inclusão definida pela sigla. Por meio de uma declaração publicada nas redes sociais, a parlamentar disse estar “chocada e decepcionada” com a forma como o partido estaria organizando os repasses destinados às pré-campanhas. 

Segundo Hilton, decisões internas teriam afetado sua estrutura política e logística para a disputa da reeleição.

“Pra mim, vocês sabem, a política real se faz nas ruas, nas redes, com transparência, papo reto e propósito. Não se faz escondendo os problemas debaixo do tapete ou com tentativas de sabotagem. Eu e muitas lideranças decidimos ficar no PSOL para ajudar o partido a superar a cláusula de barreira, porque nossa responsabilidade nestas eleições é gigante”, escreveu a deputada.

Ela destacou a necessidade de estrutura logística e segurança para percorrer o estado durante a campanha. “Sou uma deputada negra e travesti. Para viajar São Paulo, maior estado do país, puxando votos, preciso de uma logística imensa e de um esquema de segurança fortíssimo. Nossos corpos correm riscos que a burocracia do partido não pode simplesmente ignorar”, disse Erika Hilton.

A deputada ainda levantou críticas à forma como os recursos estariam sendo distribuídos dentro da legenda. A parlamentar citou o presidente da federação Juliano Medeiros e a ex-deputada Manuela D’Ávila como exemplos.

“É um absurdo que a direção partidária feche os olhos para essa realidade. Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela D’ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis”, afirmou. 

A deputada declarou que não se trata de questionar o direito de novos nomes receberem apoio, mas sim de cobrar transparência e equilíbrio na divisão dos recursos partidários. “É uma tentativa de asfixiar quem está na linha de frente em detrimento de um perfil de pré-candidaturas bem específico, de grupos que só pensam em si mesmos e estão, mais uma vez, arriscando a viabilidade do PSOL”, destacou Erika Hilton.