Jerônimo rebate críticas de Wagner Moura: “Aceito sugestões dele”
O governador Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu nesta terça-feira (23), as críticas do ator Wagner Moura sobre a falta de investimentos em cultura, especialmente no teatro na Bahia. O chefe do Executivo afirmou que aceita sugestões do artista. A declaração foi feita durante evento no Centro Administrativo da Bahia.
“Eu vim mais tarde pedir para o secretário Bruno conversar com o ator, se tem como ele contribuir de alguma forma, quais são as sugestões dele. Nós temos feito um esforço muito grande, por exemplo, não vou pegar na cultura agora. Todas as escolas nossas têm teatro e nessas escolas não é só o teatro físico”, disse Jerônimo em entrevista ao BNews.
O governador destacou ainda ações do governo voltadas ao setor cultural e à valorização do teatro. “A Bahia vai ter universalização de teatro, falando a partir das escolas, não tem outro lugar melhor. Estamos trabalhando com centro de convenções, que serve para eventos comerciais e eventos culturais, como é o caso de Feira de Santana, um pensado para a conquista, os nossos teatros que nós reformamos em Juazeiro, em Itabuna, em Teixeira de Freitas, Porto Seguro”, afirmou o governador.
Jerônimo reforçou também ter reconhecido o trabalho do ator baiano, homenageando Wagner Moura em seu podcast na segunda-feira (22): “Acolho as críticas e, pelo contrário, agradeci e parabenizei ele pelas contribuições à cultura, especialmente na Barra”, acrescentou.
As críticas de Wagner Moura ocorreram durante coletiva nesta segunda-feira (22), no Trapiche Barnabé, em Salvador. Ele afirmou que o governo estadual não tem apoiado suficientemente o teatro popular baiano e ressaltou que políticas mais efetivas são necessárias. “O teatro popular da Bahia está abandonado e precisa de atenção. Precisamos que o governo chegue junto e participe”, disse o ator.
Moura ainda destacou que a cena teatral baiana nos anos 1990, durante o governo de ACM, era mais favorecida, e que a concentração de oportunidades em São Paulo e Rio de Janeiro prejudica jovens artistas locais: “Isso afeta a autoestima do teatro da Bahia e a sobrevivência profissional de nossos atores”, afirmou.