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Redação 21 de Outubro, 2026
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Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para quebra de sigilos, diz campanha

Política
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Redação 21 de Outubro, 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se opõe às condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para autorizar a quebra de sigilos, segundo o coordenador político da campanha petista, Camilo Santana. A declaração foi feita nesta quarta-feira (21), em meio ao embate entre os dois candidatos à Presidência.

De acordo com Camilo, a campanha de Lula vai protocolar uma resposta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h desta quinta-feira (22). O senador afirmou que as exigências apresentadas por Flávio são uma tentativa de manobra e disse que o presidente está disposto a cumprir as condições, desde que o adversário faça o mesmo.

A proposta de Lula prevê a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico dos últimos oito anos, além dos dados de sua esposa, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e dos filhos Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Cláudio Lula da Silva.

Em contrapartida, Lula exige que Flávio autorize a divulgação dos sigilos do pai, Jair Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro, dos irmãos Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, além da esposa, Fernanda Bolsonaro. A exigência também abrange empresas ligadas ao senador, como Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All In One Corretora de Seguros Ltda., Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda. e Bolsonaro Digital Ltda., além da Alcazar Holdings, empresa de Willer Tomaz, na qual Flávio estaria cadastrado como usuário master.

Entre as condições apresentadas por Flávio estão ainda a divulgação de informações sobre empresas de familiares de Lula, o Instituto Lula e a L.I.L.S. Palestras, além de registros de visitantes do Palácio do Planalto e detalhes de uma reunião entre Lula e Daniel Vorcaro, do Banco Master, em dezembro de 2024. O senador também pede esclarecimentos sobre a lobista Roberta Luchsinger, o sindicalista Frei Chico, irmão do presidente, e os gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023.