PF vai investigar influenciadores pagos para atacar Banco Central e defender Banco Master
A Polícia Federal (PT) vai instaurar um inquérito para apurar denúncias de que influenciadores digitais teriam sido pagos para produzir conteúdos contra o Banco Central (BC) e em defesa do Banco Master, instituição financeira que entrou em liquidação no fim do ano passado.
A investigação foi aberta após influenciadores Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite relatarem que receberam propostas para divulgar, nas redes sociais, vídeos questionando a atuação do Banco Central e sustentando a narrativa de que a liquidação do banco, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, teria sido precipitada.
A informação foi divulgada pelo jornalista Andréia Sadi, que segundo as denúncias, o conteúdo teria como objetivo reverberar críticas à decisão do BC e colocar em dúvida a legalidade da medida. Mensagens trocadas entre um assessor parlamentar e um representante da empresa que teria feito a proposta também vieram a público e devem ser analisadas pela PF.
O foco da investigação é identificar se houve pagamento, quem financiou a iniciativa e se os influenciadores agiram de forma coordenada. Procurada, a defesa do Banco Master informou que não tem conhecimento de qualquer contratação de influenciadores para difamar o Banco Central ou defender a instituição.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que identificou, no fim de dezembro, um volume atípico de postagens nas redes sociais com menções à entidade e a seus representantes. “Estamos analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico”, diz a Febraban.