PV pode judicializar candidaturas de Jerônimo, Wagner e Rui
Presidente nacional do PV afirma que partido pode não assinar ata da federação como forma de pressionar por acordo sobre candidatura de André Fraga
O presidente nacional do Partido Verde (PV), José Luiz Penna, admitiu que a legenda pode adotar medidas capazes de colocar sob questionamento jurídico as candidaturas do governador Jerônimo Rodrigues (PT), do senador Jaques Wagner (PT) e do ex-ministro Rui Costa (PT). A declaração foi dada em entrevista à CBN Salvador, ao comentar o impasse envolvendo a candidatura do vereador André Fraga à Assembleia Legislativa da Bahia.
Segundo Penna, uma das possibilidades em discussão é o PV não assinar a ata da convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), estratégia que poderia levar a disputa para o campo judicial caso não haja um acordo político.
“Não conversei com o Ivanilson sobre isso, mas é do jogo político. Pode ser, para tentar se negociar”, afirmou.
O dirigente ressaltou, no entanto, que a prioridade do partido é buscar uma solução por meio do diálogo antes de recorrer à Justiça.
“Nós vamos lutar e podemos perder, mas eu não acredito ainda em derrota. Tudo que for feito para não radicalizar publicamente é melhor”, declarou.
Durante a entrevista, Penna também confirmou que o PV dará suporte jurídico a André Fraga caso o vereador decida judicializar o caso. Ainda assim, reforçou que a intenção é resolver o impasse politicamente.
Ao comentar a crise na federação, o presidente nacional do PV atribuiu o impasse ao alinhamento entre PT e PCdoB nas negociações sobre a composição da chapa proporcional.
“O PCdoB comprou a ideia do PT e deixou a gente numa situação difícil em relação à candidatura do André. Essa é a história”, afirmou.
Penna também criticou a homologação da candidatura do deputado estadual Binho Galinha pelo Avante, partido da base do governo baiano, ao comparar o caso com o de André Fraga.
“Binho Galinha não podia ter legenda. É uma imoralidade isso. Ladrão não pode. Assassino não pode. A questão de André é política, e é na política que nós temos que resolver”, disse.