Secretário de Educação de São Paulo critica aprovação automática e defende equilíbrio para evitar evasão
Renato Feder afirma que medida pode desmotivar alunos e destaca necessidade de escolas atrativas para garantir aprendizagem
Durante palestra em evento educacional, o secretário de Educação de São Paulo, Renato Feder, destacou os pontos polêmicos da aprovação automática, mecanismo que dispensa a reprovação de estudantes. Segundo ele, a prática divide opiniões entre professores e gestores.
Feder explicou que críticos afirmam que os alunos tendem a estudar menos quando sabem que não correm risco de reprovar.
“O aluno não presta atenção na aula, não faz a lição de casa e não tem nenhum desafio”, relatou sobre a percepção de docentes em locais onde a medida é adotada.
Por outro lado, defensores da aprovação automática argumentam que a reprovação pode aumentar a evasão escolar. Para o secretário, é preciso encontrar um ponto de equilíbrio:
“Você não pode ter esse risco de evasão. Só que quando a escola é boa, o aluno não evade. A escola consegue acolher o aluno.”
Ele ressaltou que, em São Paulo, a aprovação automática não é regra, tendo sido aplicada apenas em dois anos específicos. Feder defendeu que o foco deve estar em tornar as escolas mais atrativas, com acolhimento, uso de ferramentas tecnológicas e oferta de cursos profissionalizantes alinhados às demandas do mercado de trabalho.