Eunápolis: Falta de ação da Seap encorajou bandidos, que comiam até moqueca em presídio
A falta de intervenção da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) no presídio de Eunápolis, na Bahia, serviu de “incentivo” para que os bandidos do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), em parceria com funcionários da unidade, ficassem ainda mais “ousados” nas suas ações, segundo denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
O documento revela que, além do plano de resgate que tirou 16 detentos da unidade, os bandidos custodiados gozavam de diversos privilégios, como moqueca de camarão, lasanha, chester e acesso irrestrito a caixas de som.
Além do cardápio farto, a diretora do presídio, Joneuma Neres, teria permitido até mesmo a realização de um velório na unidade prisional. O presídio recebeu o caixão com o corpo da avó de um detento, para que ele — um dos chefes do PCE — realizasse um velório dentro da cela.
O Ministério Público afirma que, mesmo com os atos escancarados, a Seap não tomou nenhuma providência para coibir os abusos.
“Certificando-se que mesmo os atos mais abomináveis no interior do Conjunto Penal não estavam motivando uma intervenção ou responsabilização por parte da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), os denunciados JONEUMA e WELINGTON ficaram mais ousados, a ponto de, juntos com o líder do PCE, ‘DADA’, planejarem a fuga dos mais perigosos membros daquela organização criminosa.”
O Se Ligue Bahia tem buscado, desde a última sexta-feira (4), a Seap, que não responde a nenhum dos questionamentos.