Após saída de Lupi, bancada do PDT na Câmara decide deixar base do governo
A bancada do PDT na Câmara dos Deputados anunciou nesta terça-feira (6), que deixará a base aliada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atuará de forma independente nas votações. A decisão foi tomada dias após o pedido de demissão de Carlos Lupi do comando do Ministério da Previdência Social.
A saída de Lupi, pressionado por um escândalo envolvendo fraudes e desvios no INSS, foi vista dentro do partido como o ponto final de um processo de desgaste público com o Palácio do Planalto. Deputados pedetistas classificaram o episódio como um “desrespeito” à legenda e criticaram a escolha de Wolney Queiroz (PDT-PE) para sucedê-lo, sem consulta à bancada da sigla na Câmara.
“Não temos condições de ser oposição, não vamos nos agrupar ao PL. Mas temos pautas identitárias que casam com o governo. Deixamos a base e ficamos independente”, declarou um deputado do PDT.
A legenda, que conta atualmente com 17 parlamentares, vinha apoiando o governo desde o início do atual mandato.
Durante a reunião que definiu a nova postura, Lupi participou e defendeu sua atuação à frente da pasta. Ele voltou a negar qualquer envolvimento em irregularidades e afirmou que sua gestão focou no combate às fraudes previdenciárias.