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Redação 16 de Julho, 2026
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Tarifaço de Trump provoca reação de pré-candidatos à Presidência; veja as declarações

Política
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Redação 16 de Julho, 2026

O anúncio do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% aos produtos brasileiros provocou reações de pré-candidatos à Presidência da República, que publicaram nas redes sociais nesta quinta-feira (16) declarações sobre a medida. O novo tarifaço foi anunciado na quarta-feira (15) após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

O governo norte-americano alega que o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, meio ambiente e combate à corrupção. 

A tarifa de 25% atingirá a maioria dos produtos brasileiros exportados para os EUA, embora itens como café, carne bovina, suco de laranja, determinados produtos energéticos e componentes aeronáuticos tenham ficado de fora da medida.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição, criticou a decisão norte-americana e defendeu a aplicação da Lei de Reciprocidade.

“O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”, disse Lula.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atribuiu ao governo Lula a responsabilidade pelo agravamento da crise comercial. 

“Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto. O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação. Quem olha pro Lula não enxerga futuro. Enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança… Chega! O Brasil tem futuro, mas não tem mais tempo a perder”, escreveu Flávio.

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a decisão dos Estados Unidos e alertou para os impactos que as novas tarifas podem causar à economia brasileira.

“O que está em jogo por trás do tarifaço dos EUA é que setores inteiros podem quebrar. Não é conversa fiada. É a conta mesmo que não fecha, com 25% a mais de tarifa, que pode chegar a 37,5% somada a outras sobretaxas em análise, indústria, agro e serviços digitais brasileiros perdem competitividade da noite pro dia. Fábrica fechada é gente na rua. Produtor endividado é cidade inteira sufocada”, afirmou Caiado.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também condenou a medida anunciada pelo governo de Donald Trump, mas afirmou que houve falhas do governo Lula na condução das tratativas diplomáticas. 

“Eu condeno o tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos. É uma medida protecionista que prejudica os interesses do Brasil e desrespeita os vínculos históricos entre os dois países. O governo brasileiro errou nas negociações, criando atritos desnecessários e adotando um discurso eleitoreiro. Se tivesse agido de maneira técnica e responsável, poderia ter evitado uma retaliação que, de qualquer forma, não se justifica”, destacou Zema.

Por sua vez, o pré-candidato Renan Santos (Missão) criticou o governo federal, além de defender que o Brasil utilize o potencial das terras raras como estratégia.

“O Lula praticamente está comemorando. Não fez nada, não sentou na mesa para negociar e não usou a boa posição que a questão das terras raras nos fornece para dialogar com os Estados Unidos. No fundo, ele quer que o Brasil seja taxado para posar de quem enfrenta os americanos e tentar recuperar popularidade”, afirmou.