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Redação 11 de Setembro, 2026
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Wagner pediu helicóptero a ex-sócio do Banco Master após receber presente, aponta PF

Política
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Redação 11 de Setembro, 2026

Informações divulgadas pela Polícia Federal (PF) apontam uma sequência de episódios envolvendo o senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) e o ex-banqueiro Augusto Ferreira Lima, sócio do Banco Master, em 2024. Os conteúdos constam no Inquérito 5.026 e da Petição 16.032, que tiveram o sigilo quebrado a pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

De acordo com as informações, no dia 23 de dezembro de 2024, a secretária de Augusto Lima encaminhou uma fotografia de embalagens do empório Casa Dez, loja que tem a maior seleção de vinhos importados e nacionais.

Entre as imagens, havia uma identificada com os dizeres “De: Guga” e “Para: JAQUES”. Guga é o apelido utilizado por Augusto Lima.

A PF aponta que a imagem revela o envio simultâneo de presentes a Wagner e Guilherme Sodré, pessoa considerada próxima ao senador.

Entre os produtos avaliados para os presentes estavam vinhos com preços entre R$ 2,5 mil e R$ 5,3 mil.

Cinco dias depois, em 28 de dezembro de 2024, Augusto Lima voltou a convidar Wagner para uma visita à chamada ‘Ilha da Paixão’, propriedade que, segundo a investigação, estava sob posse e controle do ex-banqueiro no litoral baiano.

Na conversa, Wagner perguntou sobre a possibilidade de utilizar um helicóptero no deslocamento. Augusto Lima, então respondeu, segundo a PF, confirmando a viabilidade do transporte aéreo.

O episódio do dia 28 é classificado pela Polícia Federal como a quinta ocorrência de viagens envolvendo Wagner e estruturas ligadas a Augusto Lima ou ao Banco Master.

A investigação identificou ainda outros deslocamentos do senador em aeronaves vinculadas ao grupo. A PF afirma que os autos documentam “ao menos cinco ocorrências distintas” de transporte de Wagner em aeronaves ligadas ao Banco Master ou a Augusto Ferreira Lima.

Os episódios integram o conjunto de elementos utilizados pela PF para investigar a relação entre Wagner e executivos do Banco Master. 

A representação aponta suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas as conclusões apresentadas pela Polícia Federal têm natureza investigativa e ainda dependem da apuração e da análise judicial.