Megaoperação contra PCC revela a migração da ilegalidade para o mercado formal, diz Lewandowski
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, comemorou nesta quinta-feira (28), a megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), considerada uma das maiores já realizadas no país contra a lavagem de dinheiro e o crime organizado.
A ação foi conduzida em dez estados e mirou uma rede de adulteração de combustíveis e fraudes fiscais ligada à facção criminosa.
Para o ministro, o Brasil vive um cenário preocupante, no qual organizações criminosas têm migrado da ilegalidade para o mercado formal.
“Hoje é, para a segurança pública e para o governo do Brasil, um momento muito auspicioso no que diz respeito ao combate ao crime organizado. Temos verificado que, para combater esse fenômeno, não basta mais apenas uma operação, ou várias operações de natureza policial. É preciso uma atividade integrada de todos os órgãos governamentais, e nesse caso os órgãos fazendários, da Receita Federal, são imprescindíveis nessa tarefa”, disse o ministro.
Segundo o balanço parcial da operação, divulgado pela Polícia Federal, foram apreendidos 141 veículos, 1.500 veículos sequestrados, mais de R$ 300 mil em espécie recolhidos e o bloqueio de R$ 1 bilhão, 21 fundos de investimento fechados, 192 imóveis sequestrados e duas embarcações apreendidas. No total, 41 pessoas físicas e 255 jurídicas foram alvos de mandados judiciais.
Lewandowski também defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, em tramitação no Congresso, como forma de institucionalizar a integração entre as forças policiais e órgãos de inteligência.
“Quero dizer sobre a importância da PEC da Segurança que tramita no Congresso. O objetivo da PEC é que todas as forças de segurança se entrosem, inteligências compartilhadas e operações coordenadas. Precisamos institucionalizar isso. Esperamos que a PEC seja aprovada em breve, o que tornará essas operações cotidianas”, afirmou o ministro.