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Vittor Amorim 27 de Janeiro, 2025
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Rodoviários metropolitanos sofrem com incertezas por parte do Governo Estadual

Bahia
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Vittor Amorim 27 de Janeiro, 2025

Os rodoviários da Região Metropolitana de Salvador adiaram a greve, inicialmente prevista para esta terça-feira (28), para a próxima terça-feira, 3 de fevereiro. A decisão foi anunciada pelo Presidente do Sindicato dos Rodoviários Metropolitano do Estado da Bahia, Mário Cleber, durante entrevista ao programa Se Ligue Bahia, da rádio Itapoan FM, nesta segunda-feira (27).

Segundo Mário Cleber, o setor de transporte vive um momento crítico, com empresas entregando linhas por inviabilidade financeira e uma frota que opera com ônibus sucateados, muitos deles vindos de outras cidades e já considerados obsoletos. “Hoje temos ônibus de 2013 e 2014 rodando, veículos que sequer deveriam estar em circulação. É um descaso com a população e com os rodoviários”, criticou Cleber.

Mário disse em entrevista que oito empresas já entregaram suas linhas e que o restante deve encerrar as atividades até 15 de fevereiro. De acordo com ele, o principal motivo é o modelo tarifário atual, que repassa apenas R$ 2,05 da passagem integrada de R$ 5,20 às empresas. No caso de estudantes, esse valor cai para apenas R$ 0,90.

“A conta não fecha. Enquanto o metrô recebe subsídios, as empresas de ônibus ficam sem apoio financeiro. O resultado é uma frota sucateada e o aumento do passivo trabalhista”, explicou.

Uma alternativa cogitada é a entrada da CCR, empresa que já opera o metrô e possui experiência em transporte coletivo em outras cidades. “A CCR tem uma frota mais moderna, com ônibus de alta qualidade e ar-condicionado, o que traria melhorias significativas. Mas a transição precisa garantir os direitos trabalhistas e evitar demissões”, alertou Cleber.

O transporte metropolitano atende diariamente cerca de 500 mil pessoas, mas o futuro do sistema permanece incerto. Cleber destacou que o governo estadual precisa assumir a responsabilidade e apresentar soluções reais. “O metrô depende dos ônibus para funcionar. Sem integração, todo o sistema entra em colapso”, alertou.

O líder sindical também fez críticas ao governador Jerônimo Rodrigues, a quem chamou de “governador tampão”. “Ele entrou para fazer caras e bocas, mas não faz gestão. O transporte público está em total abandono, com empresas encerrando operações e nenhuma solução concreta sendo apresentada”, disparou.